RUSTY GROOVES

  • Archive
  • RSS
  • Ask

2011 TOP RUSTY TRACKS

Amongst all the music that made it to my ears throughout the year that now ends, some of it ended up invading my whole body and soul in a profound and intense way.

Those were the special ones, and off them I picked 30 that touched me and moved me even more, in one way or another.

I wouldn’t, therefore, have the pretension to call them the “best tracks of 2011”, but instead they are simply “my special tracks of 2011”.

Follow this link to check out the complete list and listen to all the 30 tracks.

    • #2011
    • #top
    • #tracks
    • #rusty
    • #M83
    • #nicolas jaar
    • #low
    • #james blake
    • #grimes
  • 5 months ago
  • 7
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet
This morning when I got out of bed, my guitar was already up and had made me breakfast.
RYAN ADAMS, musician / Aula Magna, Lisboa (16.06.2011)
  • 11 months ago
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet
[Flash 9 is required to listen to audio.]
'\x3cscript type=\x22text/javascript\x22 language=\x22javascript\x22 src=\x22http://assets.tumblr.com/javascript/tumblelog.js?919\x22\x3e\x3c/script\x3e\x3cspan id=\x22audio_player_6790498989\x22\x3e[\x3ca href=\x22http://www.adobe.com/shockwave/download/download.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash\x22 target=\x22_blank\x22\x3eFlash 9\x3c/a\x3e is required to listen to audio.]\x3c/span\x3e\x3cscript type=\x22text/javascript\x22\x3ereplaceIfFlash(9,\x22audio_player_6790498989\x22,\'\\x3cdiv class=\\x22audio_player\\x22\\x3e\x3cembed type=\x22application/x-shockwave-flash\x22 src=\x22http://assets.tumblr.com/swf/audio_player.swf?audio_file=http://www.tumblr.com/audio_file/6790498989/tumblr_ln74dkMvoT1qlaq9m\x26color=FFFFFF\x22 height=\x2227\x22 width=\x22207\x22 quality=\x22best\x22 wmode=\x22opaque\x22\x3e\x3c/embed\x3e\\x3c/div\\x3e\')\x3c/script\x3e'
  • 50 Plays
  • Please do not let me goRYAN ADAMS
    • #ryan adams
    • #please do not let me go
    • #love is hell
    • #alt-country
  • 11 months ago
  • 17
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

RYAN ADAMS @ Aula Magna, Lisboa, Portugal

16.06.2011

DOLOROSO PERFECCIONISMO


Uns dois meses atrás, sonhei que estava a assistir a um concerto do Ryan Adams. Isto é verídico.
Era uma espécie de showcase, numa espécie de escola ou universidade (o que eu ainda andaria por ali a fazer é coisa sobre a qual não faço questão de me debruçar). Lembro-me de disputar uma cadeira com “outro aluno” para ficar mesmo à frente. Lembro-me de haver pelo menos um baterista, mas não me lembro de ver mais instrumentos. Lembro-me de umas colunas gigantescas (a desproporção tão característica do mundo dos sonhos é, por vezes, hilariante). Lembro-me ainda de um Ryan de aparência exageradamente comum, quase adolescente, que o tornava facilmente confundível com a massa estudantil do público. E lembro-me da simplicidade e da simpatia (sim, falei com ele, como é óbvio!).

De tudo isto, acertei apenas na parte das colunas (apesar de, no mundo real, a proporção ser mais… realista) e na sua aparência quase adolescente: ténis, jeans, t-shirt por cima da camisola, cabelo desgrenhado a caír para os olhos - onde é que já vimos isto?…

Porém, falhei na simplicidade e na simpatia. Ryan Adams parece ser dono de uma personalidade algo complexa e difícil e, bom… também não se pode dizer que deva muito à simpatia. Para isso estava lá o seu amigo de longa data, Jesse Malin, que, responsável pela primeira parte do espectáculo, aqueceu o público, mais com a sua energia contagiante e os seus dotes de “stand-up comedy”, que propriamente com a sua música, a qual, apesar do carácter tão genuinamente americano, não o era num sentido que me cativasse por aí além. Mas valeu pelo entretenimento.

Meia hora mais tarde que o que estava previsto, um Ryan Adams de caneca e dossier debaixo do braço, surge em palco, onde se aguentou durante cerca de duas horas, sozinho e sem baterista - a minha segunda falha.
Com ele, apenas uma cadeira, uma mesa para pousar caneca e garrafa de água, uma guitarra acústica, um piano e dois microfones - o segundo para as últimas músicas antes do encore, todas tocadas de pé. 
O dossier, esse, vinha repleto de cábulas, que se revelaram uma das suas maiores dores de cabeça, quando, impaciente, as folheava energicamente, em quase todos os intervalos entre as músicas. A certa altura, referiu-se à papelada como uma necessidade, dado já ser velho e as músicas já serem muitas. Apreciámos o humor sarcástico, que, aliás, se manifestou diversas vezes ao longo da noite.

Notoriamente perfeccionista, nada parecia estar ao seu gosto: a começar pelas tais cábulas, passando pelo ruído do ar condicionado da sala (“parece que vem aí um aspirador gigante para nos apanhar a todos, ou se calhar só a mim”), a tosse mais insistente de alguém na plateia (“senhor, estou mesmo preocupado com a sua tosse”, ao que de seguida improvisou um jingle “mágico” para curar o senhor do seu mal), a palheta que perdeu entre músicas e a sua procura incessante e quase obsessiva ou a harmónica que não estava a cooperar, porque, segundo ele, se tinha metido em noitadas e agora estava seca.

“Eu acho que não há mais nada que possa correr mal!”, queixou-se, perto do final da noite.

Pelo meio de toda esta animação, ainda houve tempo para tocar músicas, e a verdade é que sempre que o fazia, tudo o resto se dissolvia no mar da irrelevância.

“An Acoustic Performance” é o nome dado à tournée pela Europa, o que, só por si, já revelava o estilo de performance a que iria assistir, e que, no meu caso, era só mais um motivo de entusiasmo: versões das suas canções, despidas da eventual parafernália que pontua a sua carreira, principalmente quando se faz acompanhar pelos The Cardinals - que mais poderia eu pedir?

A selecção do repertório, que varia, em alguma extensão, de concerto para concerto, revisita quase todos os momentos da sua não tão longa carreira, quanto o número de álbuns faria adivinhar.
Abriu e fechou o espectáculo com dois clássicos do álbum de estreia, “Heartbreaker” de 2000, respectivamente, “Oh My Sweet Carolina” e “Come Pick Me Up”, que foram também dois dos momentos altos e mais aplaudidos da noite.
Sucederam-se vários temas, cada um de seu álbum, intercalados por momentos mais ou menos longos, durante os quais, para além da missão sempre impossível que era encontrar a cábula da próxima música, a guitarra sofria nova afinação - explicou que, para que a tournée europeia fosse possível, só pôde transportar uma guitarra e aquela era a guitarra “especial”, com a qual grava todos os seus álbuns.

Durante estes pequenos intervalos, eram ainda lançados vários olhares fulminantes em redor, por vezes “em busca do aspirador gigante”, outras vezes dirigidos aos técnicos da mesa de palco por qualquer coisa que lhe faltava ou que o estava a incomodar. “Isn’t there a fucking bottle of water in this place?!”, sussurrou a certa altura.
Também a cadeira não era do seu agrado, pelo que, depois de a lançar (literalmente) para o fundo do palco, a substituiu pelo banco do piano. Banco que voltou à casa de partida, quando Ryan Adams se entregou ao único momento da noite nas teclas, numa versão acústica, quase irreconhecível, do tema que o lançou no mainstream, “New York, New York”, do aclamado “Gold” de 2001.
Novamente à guitarra, interpretou o primeiro tema novo da noite, “Invisible Riverside”, seguido da sua versão de “200 More Miles”, original dos Cowboy Junkies, com a qual participou em “Trinity Revisited”, álbum de 2007, comemorativo do 20º aniversário da mítica sessão da banda na igreja de Holy Trinity, em Toronto.
Sobre os Cowboy Junkies, Ryan Adams ainda desenvolveu um bocadinho, confessando a sua paixão por eles, o que faz dois de nós.

A partir daqui, e até ao encore, todos os temas foram interpretados de pé, já que, de um modo geral, foram os mais exigentes a nível vocal, logo a começar por um muito aplaudido regresso a “Love Is Hell” de 2004, um dos álbuns mais bem-amados da sua carreira - por mim, é certamente. “This House Is Not For Sale” veio representar a sua faceta mais “rock”, mesmo que aqui em versão acústica.
 Seguiu-se uma visita a um passado mais remoto, aos tempos em que começava a dar nas vistas com os Whiskeytown. “16 Days” foi um dos singles do segundo álbum, “Strangers Almanac”, de 1997, reinterpretado, 14 anos mais tarde, pelo ex-vocalista, com exímia mestria.

Mestria é, de resto, o que mais transparece ao longo de toda a sua performance. Diria mesmo, uma mestria ultra-perfeccionista.

Ryan Adams é extremamente meticuloso e exigente com todos os pormenores relacionados com a sua música, o que poderá explicar o bicho-carpinteiro que parece dominar o seu corpo e que traz à superfície aquela insatisfação quase obsessiva a que assisti, em cima daquele palco. 
Felizmente que tudo isso era imediatamente esquecido no momento em que ele tocava na guitarra de Aladino, de onde era libertada música balsâmica para os nossos ouvidos. Para além do dom de, com a sua companheira de estúdio e de viagem, nos tele-transportar através das planícies costeiras da Carolina do Norte, Ryan é também dono de um timbre de voz tão bonito quanto harmonioso e de um controlo vocal que impressiona, especialmente quando navega em registos tão suaves, como no fabuloso “Strawberry Wine”, do álbum “29” de 2005. Oito minutos de balada folk em cadência de valsa, interpretada quase em jeito de sussurro, ainda com maior emoção que no disco de origem. É aqui também que encontramos o Ryan Adams - contador de histórias no seu melhor: “And with nothing left to lose he got screwed / He sold his apartment before they made him move / Then he jumped straight in to the San Francisco bay / Now he lives on Molly’s farm picking berries all day.”

Apesar da experiência quase religiosa que foi para mim assistir finalmente a um concerto de Ryan Adams, não posso deixar de lamentar o facto de, de entre as 18 canções constituintes do alinhamento, não ter conseguido brindar-me com uma única das minhas inúmeras preferidas. Esteve lá muito perto com “Please do not let me go” e a brilhante prestação de “Desire”, mas tivesse ele tocado “The Shadowlands” e eu teria passado ao estado líquido e ainda ao gasoso antes do final da música.
 “Come pick me up”, o segundo momento de “Heartbreaker”, completou o ciclo, mas não sem o regresso ao palco (mesmo que demorado) para rematar a noite com duas prendas para o público: duas músicas novas, que chegaram com o aviso de que ele podia ainda não as conseguir tocar na perfeição.

Com perfeição ou sem perfeição, com harmónicas problemáticas ou palhetas perdidas, aspiradores gigantes, cadeiras desconfortáveis ou tosses inconvenientes, uma noite que parecia permanentemente balançar no limiar da catástrofe, acabou inteiramente salva pelos indiscutíveis dotes musicais deste trovador americano alternativo, que, indiferentes ao seu sarcasmo e até vestígios de alguma arrogância, deixam deslumbrado quem embarca na viagem.

Lado a lado com os Cowboy Junkies, Neil Young e Gillian Welch, Ryan Adams acerta em cheio no sonho da paisagem americana que existe em mim. Assim, ter conseguido materializar o desejo de o ver ao vivo, foi um sonho tornado realidade. Literalmente.

Ryan Adams Setlist Aula Magna, Lisbon, Portugal 2011, An Acoustic Performance Edit this setlist | More Ryan Adams setlists

    • #aula magna
    • #cowboy junkies
    • #gillian welch
    • #jesse malin
    • #neil young
    • #ryan adams
    • #alt-country
  • 11 months ago
  • 2
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet
Music was my refuge. I could crawl into the space between the notes and curl my back to loneliness.
Maya Angelou (b. 1928, USA), author and poet
  • 11 months ago
  • Comments
  • Permalink
  • Share
    Tweet

About

Avatar Rusty is a peculiar living creature who lives and breathes through music.
Here he is going to talk about the music he has been listening to, concerts he has been to and everything-music he is into.

About music it is.
  • RSS
  • Random
  • Archive
  • Ask
  • Mobile

Effector Theme by Carlo Franco.

Powered by Tumblr